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O Aniversário de Aiolos de Sagitário

Summary:

Era 30 de novembro, data na qual Aiolos de Sagitário faria aniversário.

Penélope , uma serva muito querida por todos no santuário, resolveu preparar uma festa surpresa para o Sagitariano, o que fez o pequeno Aiolia ter uma ideia mirabolante...

Um encontro inusitado em um riacho e uma saga bem atrapalhada na busca de preparar brigadeiros, farão esse aniversário ser um dia inesquecível!

Notes:

Aqui faço uma singela homenagem ao meu cavaleiro preferido de Saint Seiya, o Aiolos de Sagitário.

Na verdade, essa oneshot é um Gaiden que expande um pouquinho mais a minha fic principal - Olívia de Crux, a primeira amazona. Pra quem conhece a história da Olívia, os eventos aqui aconteceram um mês antes do capítulo "Por que não um beijo"

Mas dá para curtir e entender toda a história aqui sem necessariamente conhecer o universo principal.

A canção que consta em uma das cenas é uma bossa nova composta por João Donato e interpretada pela Nara Leão, que tem uma voz na qual imagino ser bem parecida com a personagem original da história, a brasileira e irmã de Aldebaran , Olívia.

Work Text:

Era 30 de novembro de 1971, data na qual Aiolos, o cavaleiro de ouro de sagitário, faria 16 anos de idade. Penélope, uma serva muito querida por todos no santuário e que tratava especificamente dos cuidados dos pequenos aspirantes a cavaleiros, desde quando Aiolos tinha chegado ali, havia planejado organizar uma festa surpresa para o sagitariano, a quem considerava quase como um filho. No dia anterior, a serva já havia recrutado alguns outros servos para ajudá-la com os preparativos, e também havia pedido para que o pequeno Aiolia avisasse todos os aspirantes, guardas e servos mais chegados para que prestigiassem a festa.

_ Aiolia, não se esqueça de que a festa é surpresa. Por isso, avise a todos que Aiolos não pode ficar sabendo de nada. Você não precisa se preocupar com os preparativos, pois eu cuidarei de tudo.

Aiolia, muito animado, logo avisou a todos, mas sua mente começou a maquinar algumas ideias.

 

Aiolos acordou bastante animado para o seu dia de aniversário. Estava ansioso para o nascimento do filhote de sua égua Flecha que estava em estágio final de gravidez. Mal podia esperar para ver seu filhote, a quem pretendia batizar como Quíron, correr por aqueles pastos. E logo após fazer sua higiene, foi surpreendido por um banquete de café da manhã preparado por Penélope.

_ Feliz aniversário, meu menino! Aiolia me ajudou a preparar o seu café. _ Disse a serva piscando para o leonino.

_ Hahaha! Até parece que Aiolia sabe fazer alguma coisa na cozinha! Mas vou fingir que acredito! Obrigado Penélope! Obrigado irmãozinho! Adorei a surpresa!_ Dando um beijo na testa da serva, Aiolos saiu para mais uma manhã de treinos com seus pequenos discípulos.

Ainda pela manhã, após os treinos, e de várias felicitações pelo seu aniversário, Aiolos resolveu ir para o riacho próximo ao Santuário, pois estava bastante calor naquele dia, e ponderou que refrescar-se lá não seria uma má ideia.

Chegando lá, deu algumas braçadas nas águas do rio, satisfeito por ter encontrado o lugar deserto e assim poder ter alguns momentos de paz e sossego. No entanto, seu momento de meditação foi interrompido por um som mavioso e encantador. Todos os sons da natureza ao redor pareciam ter silenciado diante daquela canção que era entoada por uma voz feminina suave e melodiosa. Os versos eram cantados em português e remetiam a um sentimento de saudade.

“Vou embora

Tá na hora de voltar pro Amazonas

Na cidade, na saudade choro tanto

Que meu pranto feito rio

Se fez mar...

Vou embora

Com a viola companheira do meu canto

Vou sozinho meu caminho caminhando

Vou cantando pra tristeza espantar

Vou armar a minha rede

Com a morena me embalar (sonhar)

Sonho livre

Como a garça voa livre pelo espaço

Vou descer meu rio abaixo de canoa

Vida boa de ter tempo pra sonhar

Vou fazer uma palhoça

Com a morena vou morar (e amar)

Vou ser livre

Como livre vai correndo o Amazonas

Na canoa deslizando em suas ondas

Vou seguir o seu caminho para o mar”

Hipnotizado por aquela voz, o cavaleiro enveredou-se por entre as matas a procurando, até que avistou mais adiante uma bela figura feminina. Ela estava sentada na margem do rio, sobre uma grande pedra, cantarolando aquela canção. Seu corpo molhado estava coberto por peças íntimas de banho, que demonstravam toda a beleza de suas curvas sinuosas. Os cabelos eram compridos e cacheados, e caiam como ondas sobre os seus seios. Aiolos sentiu o seu corpo esquentar quando reparou que os seios fartos dela despontavam sob a peça íntima molhada.

Ele aproximou-se um pouco mais, esticou-se por detrás de uma árvore para ver os detalhes do rosto feminino, e ficou espiando ali por um tempo. Ela tinha um rosto delicado e de contornos suaves. A boca pequena e carnuda era acompanhada por um nariz bem afilado. Os olhos eram como esmeraldas que brilhavam ao contato com a luz do Sol, contrastando exoticamente com sua pele morena, quase da cor da canela. Aiolos espantou-se por ter reconhecido a beldade que se apresentava ali. Ela era a Olívia, a aspirante à armadura da constelação de Crux, e discípula de seu amigo Saga. Ela é também a garota que tem se apresentado frequentemente em seus pensamentos desde o primeiro momento em que a vira no santuário, alguns meses atrás.

Apesar da aspirante ter lhe chamado a atenção desde que a conhecera, a atração que Aiolos estava sentindo por ela naquele momento atingiu um nível tão intenso como inesperado. O cavaleiro poderia muito bem confundi-la com uma ninfa das águas, tamanho magnetismo que a garota estava exercendo sobre si. Um rubor atingiu sua face, demonstrando uma certa timidez com a situação, o que muito lhe estranhou, pois Aiolos nunca foi de se intimidar com nada. Sentia uma vontade louca de se aproximar da garota, mas ao mesmo tempo estava hesitante e receoso de ser considerado inconveniente. Mesmo assim, tomou coragem e resolveu ir de encontro àquela beldade.

_ Olá, Olívia. Seria você, na verdade, uma ninfa das águas? _ Aproximou-se o cavaleiro.

_ A- Aiolos? O que está fazendo aqui? _Respondeu a garota, surpresa e um pouco assustada por ter sido flagrada naquela situação. Ela prontamente colocou a sua máscara de volta em seu rosto , e tentou cobrir-se como pôde, tentando fazê-lo inutilmente com suas mãos.

_ Eu vim atraído pela canção de um lindo rouxinol… E acho que agora o encontrei… Não esperava encontrá-lo em meio ao meu momento de meditação no riacho…

Olívia, totalmente envergonhada, respondeu: _ Me desculpe por ter atrapalhado a sua meditação. Quando eu cheguei aqui , não havia ninguém. Costumava refrescar-me nos riachos da minha terra natal. Estava sentindo tantas saudades de lá que não resisti, me atirei aqui nessas águas, e comecei a cantar sobre a minha terra.

_ Não precisa se desculpar. Você pode fazer isso quantas vezes quiser, que à partir de agora sempre estarei aqui para apreciar… _Aiolos a encarou com o sorriso que sempre fez Olívia sentir borboletas em seu estômago.

Olívia encarou o cavaleiro sob sua máscara. Ela nunca deixara de suspirar por aquele rapaz desde o dia em que o conhecera. Platonicamente, via se imaginando em situações românticas com o belo rapaz bronzeado e com olhos cor de jade. Mas vê-lo naquela situação, provocava-lhe sensações inesperadas. Ela viu-se analisando até as gotas de água que escorregavam do pescoço do rapaz e que caminhavam sobre seu corpo escultural. Observá-lo naquela situação, a fez gaguejar em suas palavras, e sentir um calor subitamente fora do normal. _

_ Eu… eu… Está um… um… calor aqui…

Aiolos sorriu satisfeito por perceber que sua presença provocava efeitos na aspirante, e por fim, declarou:

_ Está quente mesmo. Hoje é o meu aniversário. Seria um presente maravilhoso ter a sua companhia aqui comigo no rio. Aceita?

_Er… sim… é claro que sim… _ Ela respondeu timidamente.

E assim os dois passaram duas horas juntos, um curtindo a companhia do outro, em uma brincadeira deliciosa naquelas águas.

 

Ao caminharem de volta ao santuário, Aiolos convidou Olívia para conhecer a sua égua Flecha, que estava prenha e prestes a parir o seu filhote.

Os dois chegaram no estábulo e perceberam que Flecha estava demonstrando estar com cólicas intensas.

_ Aiolos, a Flecha já está tendo contrações. Está entrando em trabalho de parto. _ Disse Olivia enquanto apalpava o ventre da égua _ Veja essa coloração branca saindo da vulva dela. Já é a placenta do filhote.

Aiolos se espantou e ficou bastante preocupado: _ O veterinário do Santuário não está aqui hoje. O que faremos?

_ Eu já acompanhei inúmeros partos de cavalos, assim como também de búfalos, lá na minha fazenda. Acho que nós dois podemos ajudar a Flecha nisso.

_ É sério Olívia? Eu amo cavalos, mas nunca acompanhei o parto de nenhum.

_ Confie em mim! Nós conseguiremos! Vamos esperar alguns minutos até que os membros anteriores do filhote apareçam e depois ajudamos a manobra-lo. Primeiro, vamos colocar a Flecha aqui em cima do feno. Vamos improvisar uma cama para ela.

_ Está certo._ E assim os dois fizeram, até que o potrinho começou a despontar para o mundo.

_ Aiolos, olhe! Já podemos ver os pequenos cascos do filhote! Tente encontrar o peito dele e segure-o em volta com uma mão. Com a outra, segure em volta da garupa, e puxe-o até que apareça o focinho.

Muito animado, mas cauteloso com o procedimento, Aiolos fez como Olívia recomendou, puxando o potrinho até o seu nascimento se dar por completo, e o filhote poder conseguir levantar-se.

Emocionada com o êxito do parto, Olívia disse: _ Que belo filhote, Aiolos! Agora ele vai precisar mamar. Faça uma compressa morna nas mamas da Flecha para ajudar na saída do leite e para filtrar o colostro. Enquanto isso, vou esterilizando essa tesoura para cortar o cordão umbilical e também desinfetá-lo.

Depois de cumprirem todos os procedimentos, o potrinho já estava mamando em sua mamãe, e a placenta também já estava toda eliminada. _

Aiolos, qual será o nome dele?

_ Quíron! E ele será o meu companheiro de muitas jornadas!

_ Não poderia ter escolhido um nome melhor!

_ Liv, você gosta de cavalos? Poderíamos combinar de cavalgar juntos. O que acha?

_ Adoraria. Gosto muito de cavalgar. Inclusive, na minha terra, a ilha de Marajó, eu costumava cavalgar em búfalos também.

Aiolos sorriu admirado pelas habilidades da garota, sentindo que estava criando uma intensa conexão com ela. _

Obrigada, Liv! Você está fazendo o meu dia de aniversário ser inesquecível! Presente melhor eu não poderia ter, ainda mais com o Quíron agora aqui do meu lado.

Olívia estremeceu com aquele sorriso e com aquelas palavras. Logo se viu impelida a segurar nas mãos do sagitariano. Sua vontade era de jogar aquela máscara para longe , e dar um beijo nele. No entanto, se conteve, e apenas disse:

_ Feliz aniversário, Aiolos! Agora eu tenho que ir…

Aiolos logo se viu suspirando e tentando lembrar de cada detalhe daquelas horas que passou com Olívia, e saiu cantarolando feliz. Estava indo para a casa de Gêmeos encontrar-se com Saga , que chamou o amigo para jogarem conversa fora.

O final da tarde já estava despontando no céu. Dentro de três horas a festa surpresa de Aiolos se iniciaria. Todos já estavam se preparando para a comemoração, mas Aiolia estava com a mente fervilhando de ideias.

O pequeno leonino encontrou alguns de seus amigos no Coliseu. Lá estavam Aldebaran, Milo e Camus. Foi quando Aiolia se dirigiu ao brasileiro:

_ Aldebaran, você sabe fazer brigadeiros? Meu irmão disse que tem muita vontade de comê-los, desde quando você ficou falando neles naquele dia. Tive a ideia de fazer e dar de presente de aniversário para ele.

_ Ih, Aiolia, eu não sei fazer não. Só sei comer… hehehe _ Respondeu o taurino já lambendo os beiços.

Milo, que não pôde deixar de ouvir tudo, logo se intrometeu na conversa:

_ Ei, Aiolia! Eu vi na televisão como se faz, e aprendi tudinho.

_ Você se lembra de tudo só de ter visto na televisão? _ Surpreendeu-se o leonino.

_ Sim. Tenho uma memória muito boa. Já decorei todas as estrelas da constelação de escorpião! Vocês querem que eu diga?

_ Naaaaooo! Não aguento mais você falando da constelação de Escorpião! Todos os dias tenho que ouvir isso! _ Dessa vez, foi Camus que se pronunciou.

_ Aiolia, eu fiquei com muita vontade de comer brigadeiros! Eu ajudo a fazer! Já vi a minha vó preparar… _ Pronunciou Aldebaran não conseguindo mais conter o seu desejo de comer o doce.

_ Vamos lá , Aiolia! Vai ser divertido! Eu fiquei animado agora para fazer o brigadeiro. Confie em mim! Eu decorei a receita! Posso falar ela todinha pra vocês ! Posso?

_ Hum… Tá bom! Pode falar!

_ Em um liquidificador, bata três ovos, uma xícara de açúcar, meia xícara de óleo, uma xícara de chocolate em pó e duas xícaras de farinha de trigo. Despeje a massa em uma tigela e adicione água quente e fermento, misturando bem. Depois despeje a massa em uma fôrma untada e asse no forno por quarenta minutos.

_ Caramba, Milo! Você decorou tudo isso? Incrível! _ Respondeu Aiolia admirado com a boa memória do escorpiano _ Não parece ser difícil! Vamos fazer lá na Casa de Sagitário! _

Eu vou também! _ Disse Aldebaran, mais pensando no que poderia comer, do que propriamente em ajudar. No entanto, começou a pensar que alguma coisa não poderia estar certa.

_ E você , Camus? Não vem também?

_ Eu não ! Eu é que não vou entrar nessa fria! De fria já bastam a Sibéria e a Casa de Aquário ! Encontro vocês mais tarde na festa ! Fui…

Os três foram para a Casa de Sagitário e lá tiveram a sorte de encontrar todos os ingredientes em uma localização fácil. Também encontraram todas as iguarias da festa praticamente prontas, para a tentação de Aldebaran, que não via a hora de poder comê-las.

_ E aí , Milo? Já podemos começar ? Vai falando aí o que a gente tem que fazer. Eu já peguei o liquidificador. _ Aiolia já se antecipou.

_ Aí, Aldebaran. Separe os ovos, o açúcar e o óleo nessa tigela.

_ Ô, Milo… Eu acho que não tem nada disso no brigadeiro…

_ Pô, Aldebaran! É claro que tem!

_ Mas, Milo… Eu acho que…

_ Cala a boca, Aldebaran! Não atrapalha o Milo! _ Gritou Aiolia já sem paciência com a discussão dos amigos.

_ Tá bom! O que eu tenho que fazer agora?

_ Aldebaran, você tem que quebrar os ovos na tigela, e não deixar eles inteiros !

_ Ah tá ! _ O taurino pegou os ovos e esmagou-os com toda a força de suas mãos, indo o conteúdo com casca e tudo para dentro da tigela.

_ Você tá louco, Aldebaran? Você jogou os ovos com casca e tudo!

_ Mas foi você que mandou eu quebrar os ovos na tigela …

_ Aaafff! Mas não com a casca!

_ Milo… eu acho que o brigadeiro não é feito com ovos…

_ Cale a boca, Aldebaran! _ disseram Milo e Aiolia em uníssono_ Eu acho melhor você ficar só olhando! Está mais atrapalhando do que ajudando! _ Completou Aiolia já com sua paciência esgotada.

_ Tá bom! Eu posso ficar tomando conta dos salgadinhos, então ?

_ Tá, tá ! Vai lá ! Eu me viro aqui com o Milo! O que eu tenho que fazer agora ?

_ Hummmm… Vamos acrescentar a farinha e o chocolate. Mas antes tem que peneirar…

_ Ahh… Eu faço isso… _ Aiolia jogou a farinha na peneira e começou a balançá-la. No entanto, o fez com tanta força e rapidez que o conteúdo foi lançado para todos os cantos, principalmente no rosto do pobre Milo que estava ao seu lado.

_ Ora, ora… seu… seu… idiota! Estou todo enfarinhado!

_ Idiota é você ! Você só fica aí falando e não faz nada!

_ Ah é? Você vai ver quem é idiota agora! Tome isso! _ Milo pegou um punhado de farinha e jogou em cima de Aiolia , que também ficou todo enfarinhado, o que arrancou gargalhadas do escorpiano.

_ Hahahaha! Leão à milanesa! Hahahaha!

_ Arrgh! Agora tome isso você, seu escorpião! _ E agora foi a vez de Aiolia jogar a farinha em seu amigo, iniciando entre eles, uma verdadeira guerra.

Enquanto isso, Aldebaran que havia prontificado-se a tomar conta dos salgadinhos, já tendo desfalcado , no mínimo, uma dezena deles, dando-se conta da confusão entre os amigos, correu desesperado, empurrando-os contra a parede:

_ Parem com isso!

No entanto, com o impacto, a mesa estremeceu, e a tigela com a massa da receita caiu no chão, criando uma grande poça suja no local.

Naquele mesmo momento, entrou na cozinha, correndo, o pequeno Mu para avisar que Penélope e Aiolos estavam chegando na casa. Ele, desligado e desavisado, não vê a poça no chão, e escorregou sobre ela, caindo e sujando-se todo de chocolate. Vendo-se todo lambuzado, o ariano mal podia acreditar que encontrava-se naquela situação, o que chamou a atenção dos outros três amigos, que iniciaram altas gargalhadas:

_ Hahahaha! Olha o carneirinho todo lambuzado! Carneirinho de chocolate! Hahahaha!

O ariano, que sempre fora tão calmo, levantou-se furioso:

_ Isso não vai ficar assim!

_ Mas… mas… O que está acontecendo aqui??? _ Era a Penélope , que acabando de entrar na cozinha, gesticulava nervosamente, tentando entender o que estava acontecendo.

_ Er… Nós estamos preparando brigadeiros para a festa…_ Respondeu Aiolia com um sorriso amarelo.

_ Vocês estão aprontando!!! Isso sim!! Olha só essa bagunça ! Vocês… já para o banho! Eu vou tentar limpar tudo isso…

_ Você não vai limpar nada, Penélope! Se os meninos fizeram isso, eles vão limpar tudo! _ Ouviu-se de fundo a voz de Aiolos que acabou flagrando a situação.

_ Aiolos… Me desculpe… É que nós preparamos uma festa surpresa para o seu aniversário… Mas eu não esperava que acontecesse essa bagunça… Mas não se preocupe… eu vou limpar tudo isso… E vocês, meninos, vão já para o banho!!! _ Ordenou Penélope, muito desolada.

_ Não precisam se preocupar com isso! Podem deixar que eu darei um banho neles! _ Era a voz de Mu, que com sua telecinese, levantou uma mangueira que esguichou uma grande rajada de água em cima de Aldebaran, Aiolia e Milo, que ficaram encharcados e com cara de tacho.

_ Hahahaha! São os cavaleiros escaldados!! Hahahaha! _ Foi o que disse Mu, satisfeito com a sua vingança.

_ Meninos! Vocês são impossíveis! Olhem o que estão fazendo! Estragaram a surpresa que eu preparei para o Aiolos! _ Declarou Penélope chorosa. E virando-se para o sagitariano, ela continuou: _ Me desculpe, Aiolos… Esse dia deveria ser de alegria, e não de stress.

_ Hahahaha! Não se preocupe com isso Penélope ! Meu dia está sendo incrível e eu nunca me diverti tanto! Esses meninos estão impagáveis ! Hahahaha! _ Após dar boas gargalhadas, Aiolos virou-se para os garotos e declarou sério: _ Amanhã o treino de vocês será fazer faxina na Casa de Sagitário, e daremos uma folga para Penélope! _ E se dirigindo novamente para Penélope , ele dá um grande abraço de urso na serva, dizendo: _ Penélope , nós te amamos!! Muito obrigado pela surpresa ! Nunca me esquecerei!

Com uma expressão muito envergonhada, Aiolia se aproximou de seu irmão dizendo: _ Desculpa, Aiolos … Desculpa, Penélope! É que eu tive a ideia de preparar brigadeiros para dar de presente para você, meu irmão. O Milo disse que sabia fazer, e então viemos. Mas daí deu tudo errado…

Camus que havia acabado de chegar, ao ouvir a fala de Aiolia, se pronunciou:

_ Vocês ficam indo na conversa do Milo e acontece isso. Olha aqui, Milo, o livro de receitas que eu achei. Isso o que vocês quiseram preparar não é brigadeiro. Você decorou a receita de um bolo de chocolate! Maior roubada vocês , hein?

_ Viram só? Eu não disse que estava tudo errado? E vocês só me mandavam calar a boca! _Defendeu-se Aldebaran.

Milo olhou o livro de receitas e corou na mesma hora, e envergonhado, abaixou a sua cabeça:

_ Ahh… Eu me confundi… Que vergonha… Me desculpa, Aiolia… Me desculpem todos…

_ Não precisa ficar assim, Milo, e nem você, Aiolia… Vocês tiveram uma boa intenção, e eu fico muito feliz com isso! Vocês são garotos incríveis! Sempre tive orgulho de vocês! Mas, pelos deuses, fiquem bem longe da cozinha! Deixem isso com a Penélope !

_ Mas a gente também queria tanto comer brigadeiros… _ Disseram os garotos em uníssono.

Naquele mesmo momento, uma figura chamou a atenção de todos na Casa de Sagitário, principalmente de Aiolos. Era Olívia que adentrava o recinto portando três grandes potes. Ela estava trajando um vestido branco, com detalhes bordados, que se emoldurava perfeitamente em seu corpo curvilíneo. Ela também estava com um penteado que deixava uma parte de seus longos cabelos presos no alto da cabeça. A despeito dela estar usando uma máscara para cobrir o seu rosto, Aiolos sobressaltou-se com a feminilidade graciosa que Olívia exalava estando vestida daquela forma. Até a máscara que ela escolheu possuía traços femininos e delicados. Boquiaberto com a cena, Aiolos parecia estar em transe, o que não ficou despercebido pelos garotos.

_ Olha a cara de bobo do Aiolos! _ disse Milo cochichado para Aiolia.

_ Tá com cara de bobo mesmo… de bocó … _ Concordou Aiolia.

De repente a voz de Olívia se fez ouvir:

_ Me desculpem pelo atraso. É que eu resolvi preparar esses doces típicos do meu país. É uma receita que a minha avó me ensinou. Eles se chamam brigadeiros, o doce preferido do Tiago. Acho que vocês vão gostar! _ Ela abriu os potes mostrando os doces , abrindo assim um grande sorriso na boca de todos.

_ Brigadeiros!!! _ Disseram todos em uníssono, querendo agarrar a garota, ou talvez só os potes mesmo.

_ Você salvou o dia, Olívia! _ Declarou Aiolos com um grande sorriso nos lábios, mantendo-se alguns segundos paralisado como um poste, só admirando a garota. E ao despertar do transe, ele disse:

_ O que estamos esperando ? Vamos começar a festa e nos divertir!!

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