Chapter Text
No conforto de sua poltrona, Doutor Robotnik bebericava seu latte aquecido, preparado minuciosamente por seu assistente agente Rocha. Este que, não havia feito comentários bajuladores em um espaço suspeitosamente anormal de tempo, embora o Doutor estivesse, como de costume, produzindo maravilhas tecnológicas que nenhum outro seria capaz.
Arqueando uma sobrancelha questionadora, Robotnik preparou seu gogó e pôs-se a gritar pelo seu agente.
—Rocha! Você foi contratado para estar sempre a um braço de distância de mim. Você por acaso é energúmeno o suficiente para não saber ler um contrato apropriadamente? Rocha, venha aqui agora!
Se Rocha fosse um cachorro, (de certa forma ele é) estaria com o rabo entre as pernas agora. Ele apareceu o mais rápido e silenciosamente possível ao lado da cadeira do Doutor, com a cabeça abaixada respeitosamente.
—Me desculpe, doutor.
—Tudo bem, Rocha.- Ele respondeu em um tom maldoso. —A culpa da sua existência é de seus genitores, afinal. Mas o que eu não entendo é onde você estava, se não ao meu lado como um mosquito atazanante. Têm algum lugar mais interessante para ir e não me chamou?!
Se gritasse um pouco mais alto, as ondas sonoras provavelmente deixariam seu bigode desalinhado. Só para garantir que este não era o caso, Robotnik pinçou os dedos ajustando as pontas de seu lustroso bigode. Enquanto esperava por uma resposta, encarava seu agente como se fosse uma larva que alguém havia pisado.
—Doutor, o comandante Walters estava na porta agora há pouco perguntando pelo senhor. Como eu sabia que o senhor estava estritamente concentrado no projeto atual, achei de bom tom não perturbá-lo. — Ele respirou fundo. — Infelizmente terei de perturbá-lo de qualquer maneira. Walters quer os seus dotes científicos na subdivisão da GUN de Illinois. Resumindo, o grupo da G.I.W são incompetentes e precisam de seu auxílio, como sempre, doutor.
Robotnik se levantou abruptamente, bufando. — E o que diabos eu tenho a ver com Illinois? Claro que são incompetentes. Todos nesse muquifo são! Não te chamei aqui para isso, Rocha.
Abaixando seu tom, que já não era alto, Rocha respondeu. —Me desculpe, doutor. Em que posso ajudar?
Procurando uma razão que antes era não existente, os olhos do doutor escanearam a sala, pousando no seu copo de latte, a muito esquecido e esfriado. —Meu latte está frio, Rocha. —Ele concluiu e Rocha assentiu com prontidão.
Recolhendo o copo com destreza, o agente retorna a seu relatório do que aconteceu mais cedo com Walters, procurando aborrecer o gênio o mínimo possível.
—Doutor....eu sei que eles são incompetentes e nem um pouco dignos de seu tempo, mas Walters ameaçou interromper o orçamento de todos os projetos que estão em andamento caso o senhor não aceite ir ajudar a divisão da G.I.W. Ele mencionou que a cidade base da operação têm sido atacada frequentemente por criaturas não convencionais, mas não elaborou. Disse que seria melhor se o senhor conferisse os arquivos enviados por e-mail.
—Bah bah bah bah, Rocha!- Ele tapou a boca do agente com seus dedos enluvados. — Você fala demais. Já entendi, eu sou um gênio, ao contrário de você. — Ele empurrou os lábios de Rocha como ato de dispersão. —Vai preparar meu café, que eu vou cuidar da minha vida.
O agente desapareceu pelos corredores, mas sua voz ainda se alastrou até o Doutor. —Por favor, não deixe de ler os arquivos, a missão está agendada para semana que vem.
—Toca pro inferno motorista. — Disse o bigodudo, mostrando os dentes de forma mais semelhante a um cachorro que rosna do que à uma pessoa que sorri. Ao seu lado Rocha tossiu, disfarçando uma risada que escapou.
—Não deve ser tão ruim assim, Doutor. — Respondeu o jovem de terno enquanto se ajustava nas cadeiras do avião, na tentativa de ser positivo.
—Ah, claro. Havia se esvaído de minha mente a memória de meu agente assistente ser muito mais experiente e eloquente que eu, e é claro que ele sabe mais sobre essa cidade de caipiras malucos metidos a besta, que acham que estão cercados por seres sobrenaturais de um plano além da nossa realidade tangível. — Rocha não se afetou com a forma sarcástica de falar de seu chefe, pelo contrário, admirou a rabissaca que o doutor deu durante seu discurso, seus cabelos se movimentando juntamente de seus gestos.
—Perdão maestro, eu nunca sonharia em comparar o meu intelecto ao seu. — Rocha murmurou com um sorriso contido. Prevendo as necessidades de seu patrão, Rocha retirou de um dos bolsos de sua mochila um dos tablets produzidos pelo inventor e o entregou.
Durante a viagem, que durara algumas poucas horas, os dois, em suma o cientista, estudaram os arquivos sobre o que acontece na cidade de Amity Park de forma mais minuciosa. A cada 15 segundos Robotnik grunhia ou zombava das palavras escritas. 'Como eles ousam me tirar do conforto do meu laboratório por uma baboseira dessas? Fantasmas? Espíritos? Tamanha incompetência é óbvia e esperada, já este nível de delírio... Talvez Walters esteja ficando gagá.' Tais pensamentos fizeram com que ele risse sozinho no assento do avião.
Dentre os arquivos fornecidos também havia uma lista contendo todos os agentes, cientistas e afiliados do G.I.W. Robotnik pulou completamente essa sessão, fazendo apenas uma nota mental para retornar a ela se um dos imbecis se sentisse digno de fazer uma bobagem suficientemente terrível, ao ponto de ter o privilégio de ter sua vida arruinada pelo brilhante Doutor Ivo Robotnik.
O curto percurso do aeroporto ao hotel já se fez suficiente para que a dupla de subordinado e empregador notasse a estranheza do lugar. Embora fosse uma cidade pequena e nada relevante, seu ar parecia carregado com algo similar a eletricidade, oposto ao ar puro que seria o esperado. As ruas eram esburacadas ou remendadas. Essa é uma cidade assombrada ou a fenda entre as placas tectônicas? Além disso, todos os doidos varridos, ou melhor dizendo, moradores da cidade, encaravam a dupla como se eles fossem os seres sobrenaturais. Robotnik pensou que isso era um pouco rude, porque ele nem tivera a oportunidade de aterroriza-los ainda e já estão reagindo como se o tivesse.
Os dois poderiam muito bem resolver essa patacoada causada pelos trabalhadores inábeis em um piscar de olhos, nem que seja no mesmo dia. Mas cá entre nós, eles simplesmente não se importam. Essa coisa de fantasma é tão idiota que chega a ser degradante. Por isso, esta noite Rocha preparou o seu magnífico latte para o Doutor e os dois se dedicaram a projetos pessoais. Embora o projeto pessoal do agente seja, honestamente, se adequar a todas as necessidades de seu chefe.
Por hoje eles teriam um ótimo jantar e descansariam, a não ser que o mundo comece a desabar por cima de suas cabeças.
Más notícias. O mundo está desabando por cima de suas cabeças.
Por volta das 4 da manhã um estrondo no quarto ao lado acordou o doutor e o agente bruscamente.
—Mas que diabos?! — Berrou o Doutor furioso por terem interrompido sua rotina de sono quase inexistente. Em um piscar de olhos seu fiel escudeiro estava ao seu lado, o escoltando para fora do quarto, armado com a pistola que guardou abaixo de seu travesseiro.
Rocha se sente imensamente grato por ter insistido em reservar um quarto compartilhado para casos de emergência como este. -Doutor, cuidado a parede parece estar instável.
—Eu percebi, idiota. — Ele grunhiu em resposta. Os dois saíram do cômodo o mais rápido possível.
Ao mesmo tempo, os mininiks e badniks que os acompanharam na viagem puseram-se em posto. Uma formação capaz de analisar cada perímetro do quarto e combater quaisquer fosse o intruso inoportuno que os acordaram. Exceto que, nada estava funcionando como deveria. Os sensores começaram a falhar, a frequência instável, imagens se corrompendo. Não. Isso não é nem um pouco esperado de um equipamento produzido pelo doutor Robotnik. A cidade de lelés talvez tenha algum crédito, porquê não existe motivo que não seja sobrenatural para o cientista falhar em algum aspecto.
Rangendo os dentes e nem um pouco conformado, o Doutor pressionou comandos nos botões de sua luva, que por sorte, não retirara nem para dormir, na tentativa de atirar nos troços voadores e verdes que conseguia ver de canto de olho, já que as câmeras de seus bebês o falharam.
Rocha estava na mesma situação, gastando munição na tentativa de fazer dano às entidades sobrenaturais.
É fácil dizer que nenhum dos dois obteve resultados significativos. Ao invés disso, fizeram papel de bobo. Alguns escombros quase os atingiram, mas um vulto preto e branco redirecionou o projétil.
A confusão finalmente chamou a atenção da gerente do hotel. Ela apareceu correndo de camisola e pantufas, mas caminhava com a autoridade de alguém que estava armada até os dentes.
—O que vocês estão fazendo parados aí? — Ela analisou a cena diante dela, bolinhas brancas voadoras soltando raios laser, um homem armado e outro com cara de maluco cutucando suas próprias mãos, criaturas semitransparentes e esverdeadas voando e destruindo tudo... e de alguma forma ela fez parecer com que eles fossem os anormais. Inacreditável.
—Você tem alguma ideia melhor? — Rocha retrucou, insatisfeito com o tom de voz da mulher.
—Claro, evacuar a cena pra facilitar o trabalho do Phantom. — Ela disse como quem diz que o céu é azul. — Vamos. — E se virou esperando que eles a seguissem. Parcialmente embasbacados e na falta de outras opções, eles o fizeram.
Do lado de fora do hotel a visão da luta era muito mais clara. O Doutor tentou registrar as imagens mais uma vez. Em vão.
—Mas que espelunca de cidade! —Ele exclamou, chutando uma pedra oriunda dos danos colaterais causados à pouco.
Nesse ângulo era possível ver mais crateras, claramente recém formadas, no chão e no quarto ao lado do reservado por eles. Rocha franziu o cenho imaginado o que teria sido deles se a criatura tivesse ido um pouco mais ao lado. Aproveitando o momento reflexivo de Rocha, a gerente se aproximou dele, assumindo que ele era o mais suscetível a conversas entre a dupla. —Essas coisas não funcionam aqui. — Disse apontando para a sua pistola.
— Como não funciona?! — Disse o Doutor, se intrometendo com a postura de um homem que tudo sabe.
—Quer dizer, claro que se você atirar em um humano vai funcionar. Mas nos fantasmas? Nem a pau. — Ela tirou sua própria arma da bolsa, branca com detalhes verdes e roxos com uma grande logo estampada escrito "Fenton Works". De certa forma parecia uma pistola de água. —Vocês precisam de uma dessas se têm a intenção de causar dano neles, sabe?
—Shh! — O cientista a interrompeu enfurecido. — Não me importa o que funciona, bruaca. O que me interessa é saber o que vocês malucos fizeram com os meus bebês! Isso é sabotagem do pior nível. Desrespeito tamanho, digno de guerra civil! Eu vou declarar guerra contra essa espelunca que vocês chamam de cidade! — Os mininiks pareciam indecisos entre tentar atacar a moça ou os fantasmas. Voavam tontamente, se robôs pudessem ficar alcoolizados agiriam de forma similar a essa.
—Olha, senh-
—Doutor. — Corrigiu o agente prontamente.
Eles fingiram não notar a sutil revirada de olhos da mulher. —Doutor, eu não sei porque suas bolotas não estão funcionando. Deve ser alguma coisa com ectocontaminação, ectoplasma, alguma coisa assim. Os Fentons adorariam responder todas as suas dúvidas. E se tiverem com sorte ainda conseguem uma boa promoção nas ectoarmas, a preço de banana!
A cada palavra o doutor, antes pálido por falta de sol, passava a ficar da mesma cor dos raios lasers de suas invenções. Rocha que estava do seu lado, mas não tão próximo, conseguia escutar seus dentes rangendo. Rocha já podia imaginar os mísseis despejando-se em cima do hotel, a imagem imaginária do doutor rindo maleficamente sobre os escombros flamejantes o fez sorrir. Porém, pelo bem de sua saúde dentária, o agente decidiu redirecionar seu chefe ao carro alugado. Eles se hospedariam em outro hotel, e que por agora iriam em busca de algum lugar para comer, já que o sol já estava nascendo e a infame luta fantasma acabara.
—Rocha.
—Sim, Doutor?
—Me lembre de nunca mais ingerir nada que não tenha sido produzido por você. —O rosto do gênio se distorceu em desgosto, lembrando da refeição desagradável que tiveram na franquia de fast food local. 'Nasty Burger' esse nome só podia ser mau presságio. O gosto industrializado e rançoso do infame cachorro quente ainda estava impregnado nas papilas gustativas da dupla.
—Anotado, doutor. — Assentiu o capanga, mas a forma que seu peito estufou e seus olhos escuros como jabuticaba brilhavam deixava nítido que o comentário de seu chefe o agradou muito. Rocha se mergulhava nas migalhas de elogios parciais que o doutor hora ou outra o oferecia.
Percebendo isso, Robotnik dobrou seus esforços em distorcer sua cara em desgosto.
Embora a madrugada dos dois tenha sido no mínimo turbulenta, a sua manhã estava sendo produtiva. Hospedados em um novo quarto de hotel, dessa vez livre de invasões fantasmas, limpos, alimentados e bem vestidos com ternos milimetricamente ajustados ao corpo, os dois estavam a caminho do verdadeiro objetivo. A sede afiliada da GUN em Amity Park, a G.I.W, uma sigla que não se deram o trabalho de investigar para saber o significado.
Era um prédio robusto, alto comparado às outras estruturas da cidade e completamente branco. As portas se abriram automaticamente, o doutor dava passos largos e confiantes, seu agente a seu encalço. Eles se apresentaram à secretária, ou melhor dizendo, Robotnik não deu a mínima e passou reto, e Rocha se prontificou a se apresentar e receber instruções.
A ausência de cor era assombrosa nos corredores da instituição. Além disso, todas as pessoas que passavam pelos corredores usavam ternos ou jalecos brancos, os agentes, especialmente, usavam óculos escuros.
—Entramos em um manicômio. — Zombou o Doutor.
Os dois se destacavam no ambiente tanto quanto um careca no cabeleireiro. O contraste das vestes pretas do doutor, com o movimento de seu sobretudo e Rocha logo atrás com seu terno preto metodicamente engomado com o ambiente era gritante. Tudo era tão branco, que até a pele escura do agente se destacava. Isso não os incomodou nem um pouco. Pelo contrário, por onde passavam as pessoas abriam caminho. Robotnik sabia que era a estrela daquele lugar e todos agiam como tal.
Chegando na sala de reunião Robotnik não se importou de bater na porta, a abriu do jeito mais autoritário possível e sentou-se na cadeira que julgou ser pertencente a pessoa de maior importância, no caso, ele. Rocha, sempre seguindo protocolo, posicionou-se a um passo atrás de seu chefe, com as mãos entrelaçadas nas costas.
Enrolando a ponta de seu bigode com os dedos enluvados Robotnik começou a falar. —Por obséquio os senhores poderiam juntar as sinapses para formar uma explicação que justifique a necessidade da minha presença? Eu sei que é difícil para pessoas como vocês, mas juntando todos nessa sala talvez sejam suficientes para formar um pensamento semicoerente. Essa reunião poderia muito provavelmente ser substituída por uma mensagem digital, mesmo que não tipografada, não acham? Vocês não podem ser tão improfícuos a ponto de não conseguirem lidar com pestes por conta própria, não é? Deve haver outra razão plausível. — Ele mal olhara na cara dos de terno branco na sala, pareciam todos iguais de qualquer maneira. Contudo, se tivesse olhado, teria percebido por suas expressões faciais que nada foi compreendido.
O agente de mais alto escalão da instituição estava especialmente inquieto. O agente Alfa tem aparência intimidadora. Um moicano preto, bigode grosso, mas não tão magnífico quanto o do doutor, pele escura que contrasta com o terno branco e óculos escuros. Mesmo assim, por trás dos óculos, sua expressão era de horror mal disfarçado.
Para poupar-lhe do constrangimento de tentar balbuciar palavras mal utilizadas, Rocha decidiu traduzir a mensagem. Comportamento esse, que tem se tornado mais frequente conforme notara a necessidade.
Ele pigarreou. —O doutor perguntou qual o motivo da reunião.
Fingindo compostura, o agente Alfa respondeu. —Claro. Bom, como os senhores já devem saber, o nosso objetivo é eliminar todos os fantasmas e seres paranormais da cidade, e da terra. — Ele suspirou. —Porém o equipamento fornecido pela GUN não é adequado, e nós temos que adquirir equipamento de outras maneiras mais clandestinas... mais especificamente com o Doutor e Doutora Fenton.
—E isso deveria me importar porquê?.... — Bocejou o cientista.
—Porque nossos superiores alegaram que o orçamento dedicado a aquisição de armamento está excedendo os limites. Nós tentamos reconstruir modelos por conta própria, mas nossos engenheiros não são tão competentes quanto o senhor, doutor.
—Me diga alguma coisa que eu não sei. Espera, você nunca poderia. — Cada célula do corpo do Doutor gritava tédio!
—Err… — O agente Alfa continuou. — Nós precisamos dos seus serviços para recriar o armamento que funcione-
Ele não pôde terminar a frase. O Doutor se levantou tão rapidamente que derrubou sua cadeira. Por sorte Rocha foi ágil o suficiente para desviar. O cientista rapidamente cruzou a sala, parando diretamente em frente ao agente intimidado.
—Eu não ouvi isso. —Bufou na cara do agente desavisado. —Você tem esterco dentro dos seus ossos axiais?! Em que mundo um cabeça oca como você poderia ousar falar uma coisa dessas? Se eu batesse nessa testa de amolar facão escutaria eco. Quantos parafusos você perdeu para achar que em algum dia na minha vida eu sairia da minha casa para copiar o trabalho dos outros? Você acha que eu sou um inventor ou uma máquina de xerox? — O gênio aproximou suas mãos do agente que agora parecia mais verde do que pardo. Talvez sua cueca não estivesse tão branca quanto o resto de sua vestimenta.
O Doutor continuou. — Não fazem nem dois dias que cheguei nesse fim de mundo e já me deram motivos para fazer esse inferno desaparecer do mapa! Então não, eu não vou recriar porcaria nenhuma. Que cortem todo o orçamento dessa espelunca! Não prestam para nada mesmo. Essa madrugada as aberrações que vocês dizem caçar interromperam o meu sono e não vi nenhum de vocês vermes movendo um dedo pra resolver alguma coisa. — Seu dedo indicador bateu diretamente contra o peito do agente, cutucando com força dando ênfase à cada palavra dita.
—E esse seu bigode é patético! — Deu o golpe final e se virou, dando uma poderosa rabissaca, impaciente para ir embora.
Agente Rocha, provavelmente o único agente competente de toda a indústria, já estava ao lado da porta prevendo seus próximos passos. Vendo isso, Robotnik sorriu maleficamente e os dois foram embora na maior velocidade permitida pelas leis da física.
