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The Coffee of Andrew and Ashley

Summary:

Ele é analítico, um cubo de gelo e introvertido; como também camuflado, hipervigilante e corrosivo. Ela é impulsiva, uma floresta em chamas e extrovertida; como também teatral, profunda e vulnerável.

Ele é um pouco mais velho. Ela, um pouco mais nova. Ambos são irmãos. Ambos parecem opostos por fora, mas por dentro, se refletem distorcidamente. Olhos verdes ácidos e olhos rosas mortais.

A esmeralda e a morganita são, no entanto, afiadas por um motivo.

Aviso: Os personagens e o universo de "The Coffin of Andy and Leyley" são de propriedade de Kit9 Studio. Esta obra é uma criação de fã, sem fins lucrativos, feita sobretudo para entretenimento. Além disso, esta fanfic inclui personagens originais de minha autoria, que pertencem exclusivamente a esta obra. Qualquer semelhança com outras criações é mera coincidência.

A capa da história é de minha propriedade. Plágio é crime!

ATENÇÃO: Esta história também está disponível no Wattpad (@Satoki-Me) e Spirit Fanfics (Satoki-Me)!

Notes:

AVISO DE GATILHO: Esta história contém temas sensíveis como trauma, assassinato, ideação suicida, automutilação, tentativa de abuso sexual e outros conteúdos perturbadores. Recomenda-se discrição ao leitor.

Recomendado para leitores com 16 anos ou mais.

Chapter 1: Luz da Lua

Chapter Text


~Andy~

Era só mais um dia obscuro naquele apartamento sombrio. Tentava fazer mais uma conta de matemática que me quebrava a cabeça. Ou será que estou colocando a culpa no sujeito errado?


"Ah, Leyley... me deixa em paz, cara! Não consigo me concentrar com você aqui metendo à besta!!", depois de tanto ela me encher o saco, acabei abrindo o bico.

"Andy!", exclamou a criatura, incomodada. "Você tem que vir desenhar comigo!"

"Se eu desenhar contigo agora, você para de ser chata?"

"Se você desenhar certinho e com vontade, eu deixo você ficar um pouco quieto." Claro... Ela e esse sorriso maroto.

É impressionante como ela sempre, SEMPRE dá um jeito de negociar tudo o que ela deseja trapaceiramente.

Você vai me dizer que toda criança é assim, meio trapaceira e "egoísta" em algum nível, mas cara, a Leyley sempre ultrapassa os limites de até onde isso iria com qualquer outra criança.

Isso só foi ficando cada vez mais insuportável nela. Mas fazer o quê?

Fui indo calado até a mesinha dela, onde ela costumava sentar, ou pelo menos, tentar ficar sentada para realizar suas atividades artísticas e lições de casa.

Coloquei minha cadeira ao lado da dela e ela me deu uma folha em branco meio amassada e me emprestou seus lápis de cor.

A atividade ocorreu silenciosamente. Leyley estava... calma demais o tempo todo.

Não me dou muito bem com desenhos, sou melhor escrevendo. Mas, ela parecia estar bem contente com o rabisco que eu fiz: Um coelhinho rosa e outro verde.

"A gente?", ela perguntou pegando o papel da minha mão com os olhos brilhando.

"Quem sabe", tentei ser discreto. Acabei falando com um tom de voz seco, sem querer.

"Que fofo!" Ela saiu correndo pelo quarto, animadíssima.

Não vou mentir, vê-la feliz assim, também me deixava feliz. Apesar de eu ser obrigado a cuidar dela por causa da mamãe, às vezes... não era tão ruim.

Até que, não muitos dias depois...

Ashley.

Que droga que você fez!