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Language:
Português brasileiro
Stats:
Published:
2025-12-04
Words:
2,499
Chapters:
1/1
Comments:
4
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52
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6
Hits:
739

Piercing

Summary:

Onde Sarada tem piercings que Boruto não sabia, mas descobre sem querer.

Notes:

(See the end of the work for notes.)

Work Text:

— Fala sério Sa, você conhece o Boruto desde que nasceu, vocês tem 19 anos, e ainda assim todo ano você fica essa pilha de nervos por não saber o que dar de presente de aniversário – Chocho comenta do banco de passageiro, enquanto a Uchiha estaciona o carro no acostamento em frente a casa de Inojin.

Era sábado, e a casa dos Yamanaka estaria livre, então Inojin chamou seus amigos para uma noite de bebidas e o que mais surgisse.

— Estamos falando do Boruto, lembra? Ele é insuportável, não posso simplesmente dar qualquer coisa!

— Amiga, já disse e repito, você conhece uma versão do Boruto que não é a mesma que eu e o resto do mundo conhecemos. Ano passado meu pai deu um abajur do homem-aranha pra ele e você ouviu alguma reclamação sobre? Não né, ninguém ouviu! Ele só é um pirralho mimado com você por que você deixa ele ser.

Chocho diz enquanto passa seu gloss olhando no espelho do quebra-sol do carro, e Sarada suspira, a amiga sempre diz isso e no fundo a morena sabe que é verdade, mas não quer dizer que há algo para fazer que possa mudar isso a essa altura do campeonato.

Boruto é seu melhor amigo desde sempre, cresceram juntos e viveram praticamente todos os seus momentos mais importantes um do lado do outro. Ele era mimado por ela, na mesma medida que ela também era por ele.

Depois de passar seu gloss para Sarada, para que ela também pudesse usar, Chocho abre a porta do carro e sai  sendo seguida pela amiga. E antes de entrar na casa, onde já se podia ouvir barulho de conversas e música, Sarada disse:

— De qualquer forma, eu tenho pelo menos um semana para decidir de vez o que dar, e você precisa me ajudar!

— E por que você não simplesmente pergunta o que ele quer?

— E dar esse gostinho para ele? Nunca! Eu tenho que achar algo que o surpreenda.

Havia uma competição silenciosa entre os dois. Um sempre queria dar o melhor presente que o outro. Se Sarada desse um console de vídeo game novo para Boruto e ele não desse um presente tão bom quanto, seria o perdedor do ano.

Então, no próximo ano, se Boruto desse uma pulseira de esmeraldas, mas Sarada não tivesse pensando em algo a altura, ela seria a perdedora. E assim por diante.

O que realmente importava não era valor do presente, mas sim o quão impressionante era para o presentiado, e se fosse algo que não fosse esperado, melhor ainda.

Horas se passaram, muita cerveja e tequila foram ingeridas. A festa que antes era só para os mais próximos logo se tornou uma bagunça. Amigos chamaram amigos, e esses amigos tomaram conta da casa.

Inojin, que sempre foi fraco para o álcool, não estava dando a mínima para a bagunça, ou para o estofado da sala ensopado de cerveja.

O pequeno grupo de amigos, Sarada, Boruto, e Mitsuki, que até então estavam tentando manter a bagunça sobre controle, desistiram ao ver que não teria salvação para seu amigo de qualquer forma, então desistiram, e foram para os fundos para um pouco de paz.

Conversa vai e conversa vem, Sarada pensou várias vezes em pelo menos uma vez, deixar o orgulho de lado e perguntar o que Boruto poderia querer ganhar. Dicas, ela repetia para si mesma, só preciso de dicas!

— Tá ouvindo Sarada? – Sentados os três um do lado do outro, Boruto cutuca ela com o cotovelo.

— O que?

— O que acha de eu colocar um piercing na sobrancelha?

— Sério? – Ela ri. – Não acho que combine muito com você… Quem sabe na boca?

— É… Acho que na boca ficaria melhor também. – Mitsuki concorda.

— Não sei se teria coragem de colocar na boca.

— Dizem que não dói tanto assim. – Mitsuki comenta.

— Se tem medo de colocar piercing pela dor, então não devia pensar em colocar um Bolt.

— Não é medo, é receio!

— Se você tem "receio", – Sarada começou a brincar com o amigo – é porquê é frouxo e não deve colocar e pronto.

— E o que você sabe sobre dor de piercing e dever colocar ou não dona Sarada? Não é como se você tivesse algum.

Ela deu uma risadinha nasalada e foi acompanhada por Mitsuki.

— O quê? Você ja colocou algum? – Boruto estava incrédulo.

Sarada nada disse, quem respondeu foi Mitsuki. — Ah se já!

— Você já? Mas, o que? Quando? E por que ele sabe disso e eu não Sarada Uchiha? – A morena riu, e virou o copo com a bebida que já estava quente. E o amigo de cabelos brancos decidiu que já havia passado da hora de se calar.

— Ele sabe por quê ele foi comigo colocar, ora.

Sarada encarava um Boruto estupefato, enquanto Mitsuki olhava para qualquer lugar menos para os amigos.

— Quando?

— Nossa, isso tem o quê? Uns 2 anos? – ela olhou para o amigo em busca de uma confirmação.

— O que? – Boruto praticamente gritou. – Onde? Por que não me chamou, ao invés dele??

Sarada se mantinha calma sobre o assunto.

— Mitsuki também é meu amigo, por que não poderia ser ele?

Boruto respirou fundo, não havia motivo para se descontrolar por isso. Os três eram amigos próximos, e é claro que há coisas sobre ele que Mitsuki sabe mas Sarada não.

No fundo ele sabia que devia haver segredos entre os dois também, só torcia para que não fosse verdade. Ele tentava cegar seu lado ciumento sobre isso.

— Ok então… e por que nunca me mostrou então? Quando você sequer tirou eles?

Mitsuki riu, torcendo para que o amigo não ouvisse.

— Ainda estão aqui. – Sarada afirmou, olhando para Boruto com um sorrisinho no rosto.

Ele a encarou. " 'Estão', no plural… É mais de um… E não estão em um lugar visível…" ele pensou. E a Uchiha continuava a olhar para ele, viu o exato momento em que suas bochechas ficaram vermelhas, e riu.

— Onde? – Boruto sussurrou.

— Nos peitos, claro.

Ele nada disse.

— E um lá mais embaixo…

— Me mostra.

— O que? – ela riu, pega de surpresa.

— Eu quero ver, me mostra! – Ele repetiu.

— Não! Tá maluco?

[...]

No dia seguinte, Sarada acordou com a cabeça pulsando de dor e com uma ressaca insuportável. Não sabia bem como a noite anterior tinha acabado, mas havia chegado em casa em segurança e era o que importava.

Quando viu que eram quase duas da tarde, se obrigou levantar e tomar um banho. Ela estava em casa apenas com seu pai, e sabia que ele provavelmente estaria em seu escritório, então aliviada por nao ter que conversar com ninguém, desceu para comer qualquer coisa que encontrasse, e voltou para o quarto em seguida.

Pegou seu celular e decidiu olhar a caixa de mensagens. Havia tentado entrar em contato com Chocho ontem antes de ir embora, mas a amiga não atendeu ou respondeu suas mensagens. Na verdade, as duas ficaram juntas na festa por pouco tempo, pois ela a ruiva decidiu se engraçar com alguém e não deu atenção para mais nada.

Quando abriu viu que a amiga havia respondido horas antes dela acordar.

Chocho:
Oi, Sa! Desculpa sumir ontem kkkkk
Mas juro que te conto tudo que rolou depois
Fui obrigada a acordar cedo com a maior ressaca hj e vou guardar minhas forças pra não acabar me jogando na frente de um carro
bjobjo :*

Também viu que haviam muitas mensagens no grupo que tinham todos os amigos, que como sempre estava uma confusão.

A mãe de Inojin, aparentemente,  queria matar o filho por ter permitido que a acasa ficasse uma completa bagunça e ele estava reclamando como um condenado. E seus amigos estavam devididos entre rir e confortá-lo.

Sarada não estava no clima para entrar na conversa, então desligou a tela e voltou a se deitar.

[...]

Três dias após a festa, cada vez mais perto do dia do aniversário de Boruto e da troca que os dois faziam de presentes, Sarada estava decidida a tentar algo ousado.

Não havia conseguido escolher algo realmente bom para presentear o amigo, então, assim que a ideia surgiu na cabeça ela se arrumou e foi correndo colocar em prática.

Quando chegou na residência Uzumaki, foi atendida por Himawari. Boruto estava no quarto, provavelmente jogando, e seus pais não estavam, então Sarada subiu direto.

Chegando lá, bateu na porta e ouviu Boruto permitindo que entrasse.

— Ah, oi! Não sabia que você vinha… – Disse ele levantando o o tronco do corpo e se sentando na beirada da cama sem jeito.

O loiro estava sem camisa, só de calça moletom cinza. De um lado ouvido um fone, que tirou assim que ela entrou no quarto.

— Quis fazer uma surpresa.

Sarada estava dando o melhor de si para não encarar muito o abdômen do Uzumaki. Sempre foi difícil vê-lo sem camisa e se controlar para não ficar babando.

— Eu… – antes que pudesse falar qualquer coisa, Sarada o interrompeu.  Não podia enrolar com outro assuntos, se não acabaria se acovardando.

— Eu vim te fazer uma proposta! – Ela disse se aproximando da cama lentamente, meio tímida.

— Ok…

— Você disse que queria ver meus piercings aquele dia, lembra?

— Ah… É, desculpa eu estava meio que em choque – ele coçou o pescoço e riu, com as bochechas ficando vermelhas. E Sarada achou aquilo adorável.

— Então… Eu te mostro – Boruto a encarou de sobrancelhas erguidas – mas, só se você aceitar isso como seu presente de aniversário e…

— Sim!

Ele respondeu de imediato.

— Deixa eu terminar de falar?

— Não precisa terminar, eu concordo! Aceito o presente.

— Boruto! Eu ia te disser qual seriam as outras opções de presentes.

— Não quero as outras!

Ela o encarou. Antes de chegar ali torcia para que ele reagisse assim, que quisesse vê-la mais que qualquer outra coisa, mas agora que estava acontecendo, Sarada ficou envergonhada demais para admitir que estava feliz que ele tenha aceito.

— Bom…

Boruto olhava nos olhos dela, sem mover um músculo sequer, na expectativa. Nada se passava em sua cabeça além do quanto Sarada era linda, e do quanto já se puniu mentalmente por pensar e imaginar como seria tocá-la inteira.

Mas, aqui estava a chance, e ele nao iria pensar duas vezes antes de aceitar qualquer coisa que lhe oferecesse.

Sarada levou as mãos na parte de trás do corpo ainda olhando nos olhos azuis que estavam incrivelmente concentrados em seus olhos negros. Abriu o feixo do sutiã por baixo da blusa  puxou as alças e o deixou cair no chão.

Nenhum dos dois olhava em qualquer outra direção senão um para o outro, até que Sarada levou as mãos para a barra da blusa e a ergueu, expondo seus seios com os bicos arrepiados e, cada um, com uma joia prata reta os atravessando e com duas bolinhas nas extremidades.

Boruto olhou para eles e respirou fundo.

"Magnífico." Foi a única coisa que pensou, não percebendo que havia falado em voz alta também.

A visão não durou muito pois Sarada, com o rosto vermelho como um tomate, logo abaixou a blusa.

— Ei!

— Acabou, já viu, tá ótimo! Feliz aniversário adiantado.

Ela se moveu para se abaixar e pegar a lingerie do chão, mas Boruto se levantou e a puxou para perto. Ele voltou a se sentar na beirada da cama com as pernas abertas, e agora Sarada estava em pé entre elas.

— Eu mal pude ver, você nunca foi mesquinha com meus presentes! Agora me mostre de novo, mais de perto.

E ela levantou a blusa outra vez, respirando fundo.

Boruto olhou para os seios da Uchiha.  O tamanho perfeito, e ele tinha certeza que caberia perfeitamente em sua boca. Ele olhou nos olhos da amiga, lambeu os lábios e pediu.

— Posso tocar?

Sarada nada disse, apenas acenou com a cabeça, dando permissão. E ele levou as duas mãos, cada uma para um deles.

De início, os agarrou com firmeza, e Sarada desviou o rosto enquanto comprimia os lábios.

Logo em seguida. Boruto apertou o bico dos peitos com delicadeza, com receio de machucar, provocando um gemido em Sarada e foi seguido por um rosnado baixo vindo do loiro.

Ela, ao ouvir o som que ele fez, voltou os olhos em sua direção e viu que ele a encarava enquanto continuava a massageá-la. Então levou a mão em seu cabelo, agarrou puxou o rosto dele em sua direção, querendo substituir a mão que estava ali por algo melhor.

E Boruto se deixou ir, sem resistência alguma. E abocanhou um dos seios, enquanto ainda massageava o outro. Só para pouco tempo depois, trocar e chupá-lo também.

Sarada gemia, e continuava a pressionar o rosto dele contra si, querendo que aquilo nunca parasse, mas parou, e não deu tempo nem dela abrir os olhos e reclamar, pois ele a puxou para um beijo molhado.

Ele puxou suas pernas, e ela se sentou em seu colo, sentindo o membro dele duro e quente praticamente implorando por atenção, e começou a se esfregar ali, causando arrepios no loiro e o fazendo gemer.

Boruto retirou a blusa que já não tinha serventia ali, separando o beijo deles por um verde momento, a jogou longe e ergue o corpo de Sarada, para colocá-la deitada na cama e se acomodar em cima dela.

Ele beijou sua boca outra vez, até perderem o fôlego e então foi em direção ao pescoço macio. Beijou, lambeu e chupou enquanto aproveitava os sons que ela fazia.

Foi descendo e voltou a dar atenção aos seios, e então foi descendo mais. Beijou a barriga dela e suas costelas com delicadeza, e quando estava chegando onde ambos mais queriam a porta foi aberta de supetão.

— Boruto, trouxemos o…

Era Naruto, que nunca batia na porta. Ele viu a cena arregalou os olhos e soltou um grito assustado e fechou a porta de imediato com força.

Sarada não sabia onde enfiar a cara, e Boruto não podia estar mais irritado que agora.

De fora eles ainda ouviram o Uzumaki limpar a garganta e dizer:

— Sua mãe e eu trouxemos o jantar! Sarada você é bem vinda a se juntar também.

E se fez silêncio. Sarada empurrou Boruto, que ainda estava em cima dela, respirou fundo e foi atrás de sua blusa e sutiã.

— Ei – Boruto chamou.

— Eu acho melhor ir embora – ela nao sabia se ria ou chorava, como conseguiria olhar para o melhor amigos de seus pais agora que ele a tinha pego no flagra?

— Você não precisa ir embora sabe – Boruto coçou o pescoço, quase implorando para que ela ficasse ali.

Antes que pudesse falar qualquer coisa, os dois ouviram uma batida na porta.

— O que é? – Boruto pergunta, sem paciência.

— Só para confirmar se ouviram o que eu falei… – Era Naruto outra vez, sem jeito. Sem saber se deixava os dois sozinhos ou não, sabendo que se Sasuke soubesse que ele havia permitido que sua filha ficasse sozinha no quarto de Boruto, ele também sofreria consequências.

E assim, a noite para Boruto e Sarada acabou, mas o loiro jamais permitiria que fosse a última vez que se permitiam sentir e provar o corpo um do outro.

Notes:

Bem curtinha pois foi só pra descontrair!