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Power over me

Summary:

Katsuki costumava ver o amor como uma fraqueza, um obstáculo que poderia impedi-lo de se tornar o número um, mas com o passar do tempo este pensamento ficou cada vez mais sem sentido.

Por que amar Kirishima era simples, a coisa mais fácil que ele já havia feito.

OU

Como Bakugou depois de um ano apaixonado pelo melhor amigo finalmente faz um grande gesto romântico.

Notes:

Apenas uma fic que postei anos atrás e resolvi reescrever, não sobrou muito do original mas fiquei contente com este resultado.

Aproveitem ;3

(agradecendo aqui a Gaabi_PG que fez a betagem e aguentou o surto que foi escrever isso)

(See the end of the work for more notes.)

Work Text:

Bakugou tinha uma reputação.

 

Ele não era legal, ele não saía de seu caminho para os outros e ninguém o tocava casualmente. Mas para todas as regras existe uma exceção, Kirishima era sempre a exceção. Ele tinha permissão para o ajudar na cozinha, de jogar o braço em volta de seu pescoço casualmente sempre que se aproximavam, de deitar a cabeça em seu colo durante as horas livres na sala comum dos dormitórios e até mesmo passar as mãos no cabelo de Bakugou durante algumas noites de filmes. O loiro se viu permitindo tal aproximação com naturalidade e aos poucos apreciando verdadeiramente estes momentos.

 

Quando menos percebeu, Bakugou já estava cozinhando e servindo dois pratos em vez de um. Quando Kirishima precisava de ajuda para estudar, Bakugou o ajudava a mergulhar em seus livros. Quando Kirishima caiu, Bakugou foi rápido em oferecer o ombro para o outro se esconder e descansar, não exitando em oferecer seu próprio tipo de encorajamento, palavras brutas porém sinceras em sua totalidade. Quando o outro se sentia inseguro ou não que não era bom o suficiente, era sempre ele o primeiro a lhe oferecer apoio. Estes momentos sempre ajudaram o ruivo a voltar ao seu brilho original.

 

E kirishima brilhava, era como o próprio sol iluminando sua turma, seu calor aconchegante trazendo alegria e leveza em muitos dias. Seus amigos apenas meros planetas orbitando ao seu redor.

 

Katsuki costumava ver o amor como uma fraqueza, um obstáculo que poderia impedi-lo de se tornar o número um, mas com o passar do tempo este pensamento ficou cada vez mais sem sentido.

 

Pois amar Kirishima era simples, a coisa mais fácil que ele já havia feito.

 

Ele não mentiu para si mesmo. Ele realmente não mentiu, aceitando o sentimento com uma facilidade assustadora. Bakugou estava curioso depois do USJ, mais interessado depois do Festival de Esportes. Mas foi apenas depois de Kamino que isso o atingiu.

 

Quando o ruivo foi o único que percebeu o peso invisível que ele estava carregando e se dispôs a passar noites em claro ao seu lado, quando as lembranças eram demais para ele suportar sozinho e seu peito parecia esmagado e estilhaçado em centenas de pedaços o ruivo sempre estava lá para ajuda-lo a juntar eles com paciência e carinho.

 

Talvez Kirishima nem tenha percebido seus sentimentos. Talvez ele soubesse como Bakugou se sentia e estava esperando que Bakugou trouxesse isso à tona. Ou talvez ele soubesse e estivesse confortável da forma que eles estavam também.

 

 

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Ver o ataque na TV foi surpreendente, também foi a primeira pista que sua classe teve sobre a missão secreta em que os outros estavam envolvidos.

 

Bakugou não estava preocupado. Enquanto assistiam às poucas imagens que os repórteres conseguiram obter de uma distância tão grande, ele teve fé em seus colegas de classe. Ele até viu o vulto verde de Deku lutando contra o vilão, viu algumas pessoas flutuando, e sua colega de longos cabelos esverdeados evacuando alguns civis dos arredores.

 

Mas ele não viu vermelho.

 

Ele não estava preocupado. A sensação pesada crescente em seu estômago e o aperto no peito com certeza tinha outro nome, tinha de ter.

 

Kirishima era forte. Ele sabia que era. Ele confiava nele. Ele confiou nos heróis que os acompanhavam.

 

Quando finalmente souberam que a maioria de seus colegas voltaria para casa no dia seguinte, houve um suspiro de alívio. Mas a notícia não era inteiramente boa, Kirishima teve que ficar por mais alguns dias no hospital. E a sensação insistente em seu peito finalmente o consumiu, deixando suas pernas dormentes e sua mente em um estado de torpor. E ele se deixou cair sem ninguém para lhe segurar. Sozinho.

 

 

 

----------------****----------------

 

 

 

Na noite em que eles finalmente deixaram Kirishima voltar para os dormitórios, Bakugou sentiu um medo inexplicável. Eles não tinham conversado. Ele não tinha o visitado, mesmo sobre os pedidos e protestos de suas duas colegas rosadas que estavam lhe dando apoio nas últimas semanas. Ele não queria ver Kirishima chateado mas de qualquer forma, seu coração se apertou. Ele foi para a cama cedo, uma fuga. Ele estava fugindo do inevitável e sabia disso.

 

Horas mais tarde, ele ouviu passos arrastados no corredor, lentos e pesados de exaustão, os ouviu passar por seu quarto, porém o barulho da porta ao lado não chegou a seus ouvidos. Ele sentiu seu peito afundar quando ouviu uma fungada, olhando com os olhos arregalados para a porta. Ele não esperou, não hesitou como vinha fazendo na última semana.

 

Kirishima olhou para ele com surpresa quando saiu de seu quarto. Havia rastros silenciosos de lágrimas em seu rosto e ele estava tentando encontrar a chave do quarto. O ruivo enxugou o rosto com força.

 

- Bakugou? Achei que você tinha ido dormir, cara, desculpe, eu te acordei? Eu não queria-

 

Bakugou cortou sua tagarelice, o segurando pelos ombros com força e o puxando para um abraço apertado que aliviou a tensão em seus músculos e o peso em seu peito. Ele estava ali e estava bem. Kirishima derreteu contra ele, escondendo o rosto contra o ombro. Bakugou o apertou com mais força quando sentiu um soluço romper, atravessando o corpo de Kirishima antes de ele ofegar.

 

- Eu quebrei - Kirishima resmungou em meio às lágrimas. - Eu sou patético. Eu falhei. Eu não conseguia nem fazer a única coisa qu-

 

- Ei, a missão foi bem sucedida - Bakugou rosnou. Ele não sabia dos detalhes, ninguém sabia além dos envolvidos, era altamente confidencial. Mas ele sabia que envolvia a garotinha de cabelos claros que ele vira algumas vezes e sabia que eles tiveram sucesso, ele sabia que Kirishima tinha ajudado com isso e não precisava saber de mais nada. - Você não falhou. Você era um escudo, você se levantou quando eles o derrubaram - Ele o apertou. - Você é forte Kirishima.

Kirishima lamentou, um gemido baixo. Suas mãos se contraíram enquanto ele segurava Bakugou.

 

- Você poderia... eu poderia... você poderia... por favor?

 

Bakugou não precisava que ele perguntasse. Em noites como essa eles já tinham formado uma rotina.

 

- Vamos, vamos dormir. Bakugou murmurou, ajudando o ruivo a abrir a porta com as mãos mais firmes, liberando o caminho para o quarto do ruivo, antes de persuadir o outro a ir deitar. Após apagar as luzes, deixando acesa apenas a luminária em formato de tubarão dada por Kaminari no último aniversário do menor, ele o seguiu até a cama cobrindo suas costas e se colocando entre Kirishima e a porta, aconchegando se nas costas do menor e passando sutilmente seus braços por ele. O ruivo fungou, segurando a mão que Bakugou descansava sobre seu estômago com força.

 

- Bakugou, eu…

 

-Shh, quieto cabelo de merda, eu estou aqui e não vou a lugar nenhum.

 

Kirishima se remexeu no travesseiro, pressionando as costas contra ele enquanto parecia implorar silenciosamente por conforto. O loiro o segurou com força.

 

- Estou tão orgulhoso de você.

 

Foi apenas um sussurro mas fez com que o coração do ruivo apertasse, virando-se repentinamente e agarrando-se a Bakugou, escondendo o rosto em seu pescoço e sendo recebido com um leve cafuné em seu cabelo.

 

- Obrigado. Ele murmurou se aconchegando melhor em torno do loiro, não demorando muito para adormecer, logo sendo acompanhado pelo maior que se aconchegou ainda mais do ruivo, aproveitando as sensações que sua presença trazia.

 

 

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O sorriso na face do explosivo era o mais verdadeiro que ele tinha dado em anos, o ruivo imediatamente o devolveu, agarrando uma de suas mãos.

 

- Mostra, mostra,mostra!

 

Bakugou suspirou como se fosse alguma dificuldade, mas ele não diminuiu o sorriso ao entregar sua nova licença de herói.

 

- Licença e estreia no mesmo dia - disse Kirishima, balançando a cabeça em descrença e rindo. - Você é sempre tão dramático, bro.

 

- Não é minha culpa que os vilões de merda escolheram um momento ruim. Bakugou resmungou desviando o olhar dos rubis brilhantes que o encaravam.

 

- Parece bom - o ruivo ainda olhava os detalhes em sua licença - Você até tirou uma boa foto, Deus do Assassinato da Grande Explosão: Dynamight.

 

- É um nome bom pra caralho. Bakugou argumentou, pegando sua licença de volta.

 

- Claro que é - Kirishima riu - Dynamight combina com você. - Ele olhou para o lado maliciosamente mudando seu sorriso de doce para travesso - Tenho certeza de que não teve absolutamente nada a ver com alguém que possamos conhecer e pode ser nosso professor e que você admira ou algo assim.

 

- Hey eu sou totalmente original, cabelo de merda - ele o empurrou levemente - pelo menos eu não roubei o nome completo do cara.

 

- Ei, Red Riot é original também!

 

- Você mudou apenas o primeiro nome.

 

- Mas é original. O ruivo se aproximou levemente erguendo o queixo em desafio.

 

- Vermelho e Carmesim não são tão diferentes. O loiro o encarou baixando levemente o tom de voz.

 

- Dynamight e All Might não são tão diferentes. O menor aproximou-se mais um pouco inclinando levemente a cabeça.

 

- Oi, seu bastardo. Ele rosnou, rangendo os dentes enquanto virava a cabeça sentindo o calor subir por sua bochecha, Kirishima riu e se afastou Bakugou instantaneamente murchou.

 

- Tanto faz - Ele passou o polegar sobre a superfície de sua licença. - E ei, não, uh. Não diga a ninguém meu nome ainda. Eu quero fazer isso do meu jeito.

O sorriso de Kirishima suavizou e ele assentiu.

 

- Ok, eu não vou. Obrigado por me contar.

 

Bakugou bufou.

 

- Tanto faz, eu diria a você de qualquer forma. Você é….- ele fez uma pausa.

 

Meu melhor amigo? Especial? Meu lar? O único que interessa? A pessoa que eu amo?

 

Kirishima mordeu o lábio adquirindo uma aparência tensa mas ainda sorridente.

 

- Sim? Ele sussurrou, como se tivesse ouvido tudo e absorvendo cada detalhe que Bakugou não estava dizendo. O loiro engoliu em seco.

 

- Sim. Foi a única coisa que o loiro conseguiu murmurar em resposta.

 

- Você também, Katsuki. Kirishima sussurrou o sorriso alcançando seus olhos o fazendo brilhar como a merda do sol bem na sua frente e apenas para ele.

Bakugou o amava.

 

 

 

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- Ok ok! então está decidido vamos fazer um show novamente. Iida gesticulava à frente da turma com seus gestos robóticos.

 

- E que tipo de música vão tocar? Como coreógrafa eu preciso saber pra ter uma base. A rosada sentada em uma das mesas perguntou acima do barulho.

 

- É…- Jirou balbucia antes de ser interrompida por seus colegas.

 

- Eu voto por algo romântico! Toru exalta.

 

- Mas o romance não tem nada a ver com ser herói, tem que ser algo agitado como em uma cena de luta! Argumenta Ojiro do outro lado.

 

- Eu voto por algo alegre e rápido!

 

- Kami por mais que eu ache fofo seu entusiasmo, alegria não é lá o forte do nosso curso. Resmunga Shinsou com a cabeça apoiada acima da do loiro elétrico.

 

- Nem todos somos emos e sad boys Shin. Denki revida erguendo o queixo.

 

Nesta altura a sala já se encontra envolta em uma enorme confusão de vozes, desde que a notícia de que o festival cultural iria acontecer no começo do ano a, agora, atual classe 2A estava debatendo qual seria o evento que apresentariam. Quando a ideia de reunir a antiga banda e reviver o sucesso do ano anterior apareceu todos concordaram com facilidade.

 

- Silêncio seus extras! Grita Bakugou de sua mesa calando todos quase instantaneamente.

 

- Obrigada Bakugou - acena Momo - bem, assim como no ano anterior Jirou vai ficar responsável pela letra, quem tiver sugestões pode falar particularmente com ela e tentaremos encontrar um meio de harmonizar todas as ideias, Mina pode por enquanto apenas aquecer seu grupo com uma coreografia mais básica e assim que tivermos algo será passado imediatamente para você, mais alguma dúvida?- a classe permaneceu em silêncio observando a morena - Ótimo, vou passar o que decidimos ao Aizawa sensei, obrigada pela colaboração de todos. Ela finaliza com um sorriso e uma leve reverência antes de se retirar da sala.

 

 

 

 

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- Pinky pelo amor, me deixa em paz! O loiro explosivo reclama enquanto andava pelo quarto enquanto a rosada se encontrava deitada com a cabeça no colo de Uraraka em sua cama.

 

- Blasty, você sabe que estamos certas, vocês estão enrolando a anos! sei lá, converse com ele, chame ele pra sair mas faça alguma coisa! Vocês são muito óbvios. Disse a morena revirando os olhos.

 

- Ele não gosta de mim desse jeito, senão ele já teria feito alguma coisa. Resmungou o loiro enquanto se jogava na cadeira de sua escrivaninha.

 

- Claro, porque o Kiri é um poço de confiança - a rosada resmungou - Loira, nós dois sabemos que ele não faria qualquer movimento se achasse que poderia acabar com a amizade de vocês. Mina se aconchega um pouco mais sobre o toque de sua namorada em seu cabelo.

 

- Aquele idiota deveria saber que uma besteira dessas não acabaria com nossa amizade, e se como você disse, se somos tão óbvios nos deveríamos saber que é reciproco, mas não é! Porque eu sei que ele só me vê como o melhor amigo, além de que ele vive tagarelando sobre o cara de metal da 2B. O loiro cobre os olhos com o braço pouco depois de jogar a cabeça para trás.

 

- Vocês são dois idiotas isso sim - Bakugou vira a cabeça em direção a cama com um olhar ameaçador - Bombinha eu te dou cem por cento de certeza de que ele sente o mesmo por você e que Tetsutetsu não passa de um amigo - a morena o encara o desafiando a retrucar mas não deixando espaço antes de voltar a falar- Então pelo amor faça algo! vocês dois são tão teimosos que simplesmente aceitaram o fato de que “não é recíproco” e nem reparam que estão infelizes com isso.

 

- E o que eu deveria fazer? chegar nele e falar “hey bonitão, sabia que eu tenho a porra de um penhasco por você a mais de um ano já? e que mesmo que você não acredite eu te acho a pessoa mais incrível que eu conheci nessa merda toda, além de te achar um gostoso e pensar que não mereço um terço da afeição que você por algum motivo tem por mim, tirando o fato de você ser o cara mais forte que eu ja conheci e mesmo assim conseguir ser a porra de um raio de sol alem desse seu sorriso estupido que me faz ficar louco durante horas. Sabia? não sabia? pois agora tá sabendo." O loiro parou sem fôlego olhando com os olhos levemente arregalados para as duas em sua cama o encarando com expressões surpresas quase idênticas.

 

- Ok, não era isso que eu estava esperando. A morena balançou a cabeça levemente incrédula.

 

- Bakugou pelos deuses! você realmente ama ele! caralho isso foi intenso e tenho certeza que funcionaria, só não sei se o kiri sobreviveria, adendo para te manter longe do Denki ele ta te contaminando com os memes.

 

- Calada olhos de guaxinim, claro que eu gosto dele, quem na merda do mundo não gostaria dele? Ele é perfeito - ele as encara - e vocês não estão ajudando, se tem tanta certeza sobre isso, deem ideias ao invés de ficarem apenas ocupando meu tempo.

 

- Bakubabe porque você é tão teimoso?....será que? - a garota começa a abrir um sorriso maldoso - você está com medo? Desafiou Uraraka.

 

- Não se mete bochechas - ela lhe mostrou a língua - óbvio que estou com medo caralho ele é um dos meus melhores amigos, e se eu fizer alguma merda que machuque ele?

 

- Ok katsu, sem surtos hoje - a menor levanta da cama suavizando a expressão mudando para algo terno e determinado - como sua melhor amiga e futura madrinha do seu casamento eu te garanto ele gosta de você, tipo gosta gosta de você. Ele te olha como se você e essa sua carranca fossem a melhor coisa que existe, mas você é tão teimoso que nem repara o brilho que ele fica sempre que essa sua cara aparece, Vocês estão tornando tudo isso "platônico" quando claramente nenhum dos dois quer isso. Disse ela séria com seus olhos amadeirados presos nos vermelhos do maior.

 

- Quem disse que você é minha melhor amiga cara redonda? Questionou levantando uma de suas sobrancelhas esperando que a carranca escondesse o leve rubor em suas bochechas, causado pelas declarações anteriores.

 

- Eu mesma - disse erguendo o queixo de modo orgulhoso - não passo a semana ouvindo você falar do kiri e aguentando seus surtos para ser considerada menos que isso, supera bombinha. Ela lhe deu um leve peteleco no meio de sua testa enquanto piscava um olho.

 

- Você e Pinky são insuportáveis - reclamou ele se ajeitando na cadeira,sem discordar da morena, parando com os antebraços apoiados no joelho. - Vão me ajudar ou não? preciso de ideias se for fazer isso.

 

- E você vai seguir alguma? - A rosada se senta mais à beira da cama se inclinando levemente na direção dele enquanto sua namorada se acomoda a o lado - ok, se acalme Dra. Mina melhor consultora do amor desse lado do globo vai assumir seu caso -ela arruma sua roupa e coloca um ar mais sério -Bem, Kiri sempre falou que gosta de coisas cafonas e clichês como aqueles gestos românticos exagerados, o que é muito fofo, então temos que pensar em algo grande mas que seja relativamente simples e confortável para ambos. - o loiro apenas inclinou a cabeça para que ela continuasse - Como temos o festival cultural em algumas semanas poderíamos pensar em algo nesse tempo, festivais são românticos por si só.

 

- Caso a madame tenha esquecido eu tenho ensaios com a banda, não é como se eu tivesse muito tempo livre após as aulas e treinos.

 

- Bem, podemos juntar o útil ao agradável e pensar em algo que envolvesse isso - ela o encarou notando uma das sobrancelhas loiras se levantar de maneira confusa - a banda no caso.

 

- Sim, claro, o que eu deveria fazer? parar a apresentação na metade e me declarar aos quatro ventos?

 

- Péssima ideia, eiji surtaria - ela soltou uma risada leve enquanto ele revirava os olhos - tem que ser algo íntimo com o menor número de pessoas possíveis, sabemos que o kiri é meio tímido, vejamos.

 

- O teatro não será usado por nenhuma outra turma depois da nossa, o que já nos dá um local, poderíamos pedir para o kiri esperar e ajudar na organização depois do final e você poderia…não sei… Conversar com ele após o show? - ela mesma negou com a cabeça, todos sabiam que se fosse simples assim já teria acontecido - Dar uma carta pra ele? - Dessa vez ela vê a Mina negando com a cabeça e Bakugou fazendo uma carranca - uh...cantar pra ele? Ochaco tentou novamente olhando para Mina sugestivamente, o sorriso curto e os olhos arregalados de sua namorada indicavam que essa seria uma boa ideia pra levar em consideração.

 

- Eu não sei se você bateu a cabeça mas, eu não canto - ele a encarou sério - vocal é com a jack 's eu faço a percussão, mocchi. A morena infla as bochechas pelo uso do apelido.

 

- A para de cena, todo o squad sabe que você canta ou já esqueceu de quando te arrastamos para aquele karaokê e te obrigamos a fazer um dueto com o Denks? Ponto alto da noite inclusive - ela sorriu com a lembrança agradável que lhe veio à mente - temos que repetir a dose. Mina sorriu de canto.

 

- Além de que você está sempre cantarolando durante a corrida matinal. Apontou a menor que já o acompanhou em diversos treinos ao longo da segunda metade do último ano.

 

- Cantarolar e cantar são bem diferentes - ele resmungou enquanto a morena apenas revirou os olhos - além de que se isso fosse acontecer, o que eu deveria cantar? alguma merda clichê?

 

- Na verdade você pode cantar aquela música que você está rabiscando na sua agenda a semanas - a rosada nem termina a frase antes que ele a olhe com um olhar exasperado - o que? você leva aquele negócio pra todo canto, achou mesmo que eu não ia reparar? o pouco que consegui ler me deu a certeza de que era pro eiji ....ela é linda sabe. Disse olhando ternamente para ele.

 

- Baku, nós sabemos que você tem talento, algo original com certeza seria incrível para um momento como esse, kiri amaria com certeza. Respondeu Ochaco segurando a mão da rosada.

 

- Vocês são duas enxeridas isso sim, e aquilo ...nem é uma música, são apenas pensamentos aleatórios. disse o loiro murmurando a última parte.

 

- Bem eu tenho certeza que Jirou aceitaria te ajudar a organizar eles então - a de escleras negras sugeriu - sabemos que ela é a melhor da turma nesse quesito, vocês podem focar em transformar aquilo em uma música completa enquanto eu e ocha cuidamos da parte do teatro para que seja um momento apenas de vocês.

 

- Vocês são…..impossíveis. Ele resmungou com um leve sorriso.

 

- Nós somos incríveis, você quis dizer - A rosada abriu um sorriso enquanto se levantava da cama puxando a morena consigo - Queremos apenas a felicidade de vocês, então não precisa agradecer. Ela piscou.

 

- Não deixe isso subir a cabeça alien - ele se levantou também - Se algo der errado é melhor vocês estarem dispostas a gastar muito dinheiro em comida apimentada e bolo de morango. As duas riram.

 

- Não se preocupe querido, vai dar tudo certo - a morena segurou sua mão - E bem se por algum motivo místico imutável isso não der certo, a gente sempre está aqui pra te segurar - ela deu um soquinho em seu braço - E maratonar muitos filmes velhos e cheios de clichês. Terminou ela com um sorriso.

 

- Vocês realmente são insuportáveis - ele sorriu com carinho - Obrigado por...tudo….Agora deem o fora daqui antes que eu exploda as duas. Ameaçou ele fazendo leves explosões em sua palma, o sorriso nunca deixando seu rosto.

 

- A bombinha voltou ao normal - Ashido respondeu rindo e dando um soquinho em seu braço antes de puxar a namorada até a porta - Até depois bakubabe! vai dar tudo certo, não surte por conta disso. Após a saída das duas ainda era possível ouvir suas risadas no corredor, com um leve revirar de olhos ele se jogou em sua cama.

 

A Ideia não era de todo ruim, obviamente exigiria mais tempo e esforço já que seriam duas músicas para decorar em tão pouco tempo, mas somente de pensar no que isso poderia levar o deixava levemente atordoado. Os pensamentos do loiro vagaram mais um pouco em planos futuros cercados de uma esperança doce, antes que percebesse ele já estava adormecendo embalado pelo sentimento de alegria se se formava em seu peito, afinal mesmo que as coisas dessem errado não ficariam assim para sempre ele e Eiji eram muito próximos para que algo assim os afastasse permanentemente, e ele sabia que se as coisas se complicassem ele poderia contar com as enxeridas que chamava de amigas e que já estiveram ao seu lado outras vezes.

 

 

 

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- Então você tá me dizendo que quer ajuda para transformar isso em uma música completa, porque você quer se declarar para o Kirishima e quer que eu te ajude a apresentar ela também? A arroxeada pontua tentando acompanhar o loiro  fala de forma apressada após um dos ensaios da banda.

 

- Sim jack 's qual parte você não entendeu? ele retruca de forma defensiva cruzando os braços sobre o peito.

 

- Calma bombinha só estou tentando ver as coisas pelo seu ângulo. - ela ergueu o queixo olhando diretamente para ele ao invés do caderno ainda em sua mão - Você gosta mesmo dele não é blasty? ela sorri.

 

- Mas que porra que ta todo mundo me falando isso? vocês acham que eu realmente sou uma porta sem sentimentos? pelo amor. - Respondeu exasperado deixando as mãos caírem ao lado do corpo - claro que eu gosto dele, inferno, vai me ajudar ou não?

 

- Pode ficar tranquilo, bombinha você agora está trabalhando com uma profissional...ou quase isso. - Ela deu de ombros com um leve sorriso - bem vamos ter que começar a trabalhar nisso logo, podemos nos encontrar de noite depois da janta, pelo que li aqui já tenho alguma noção para o ritmo creio que vá querer algo mais acústico a princípio - ele acena com a cabeça - ok nos resta a letra para terminar, a melodia será a parte mais fácil.

 

- Pode ser no seu quarto? acho que seria complicado no meu, já que divido paredes com kiri. O loiro aponta.

 

- Claro, depois da janta então e não se atrase teremos que fazer isso basicamente todos os dias para que fique bom até o festival, então espero o mínimo de compromisso da sua parte.

 

- Você está falando com o melhor da turma orelhuda, eu sei o que é ter responsabilidades. Ele a olha irritado travando o maxilar.

 

- O melhor menino da turma você diz, minha garota está logo atrás de você loirinho. Ela pisca enquanto segura a alça de sua guitarra se retirando da sala comunal dos dormitórios em direção ao elevador com um sorriso no rosto. Ela estava ansiosa para encontrar Momo e contar sobre como o rosto de Bakugou estava corado durante toda a conversa e como elas estavam certas esse tempo todo.

 

 

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Os acordes animados em conjunto com a batida e o vocal faziam a multidão de alunos das outras salas vibrarem enquanto dançavam em frente ao palco. Os dias até o festival cultural passaram rapidamente fazendo com que todos ficassem ansiosos. Bakugou estava totalmente focado em manter o ritmo ensaiado, não que fosse muito complexo. A sua frente, Denki e Tokoyami marcavam a melodia com alegria, dedilhando habilmente suas guitarras, enquanto Jirou os acompanhava com seu baixo. No centro do palco Midoriya andava animadamente enquanto comandava o vocal este ano, o que surpreendeu muita gente, e mais ao fundo ao lado dele Momo acompanhava a melodia com seu teclado.

 

Ao mesmo tempo em que o loiro estava focado em sua apresentação, seu peito apertava com a ansiedade do que viria depois. As semanas de ensaio após a janta trouxeram um resultado muito satisfatório para ele, que estava orgulhoso de seu trabalho. Mas apesar da confiança a ansiedade era inevitável, ele estava prestes a colocar em jogo seu relacionamento com um de seus melhores amigos. Seu coração martelava fortemente atrás de suas costelas. Percebendo os acordes finais chegando ele diminui seus movimentos pouco antes de encerrar a apresentação. O grupo agradeceu e se despediu de seu público, que lentamente deixava o local

 

Após todos deixarem o palco, pouco a pouco seus colegas juntavam suas coisas e saiam para aproveitar o festival. O loiro no entanto se acomodou em uma cadeira atrás das cortinas enquanto bebia uma garrafa de água, ele sabia que Kirishima ainda estava na plateia esperando por ele assim como lhe foi pedido. Em dez minutos restavam apenas ele, Momo e Jirou nos bastidores, e a mensagem de Mina em seu celular confirmava que Kirishima era o último ainda sentado. os três se entreolharam antes que o maior acenasse com a cabeça, pegando uma caixa de percussão que estava ao seu lado e a carregando de volta ao palco.

 

Kirishima estava sentado logo na terceira fileira em frente ao enorme palco, casualmente mexendo no celular enquanto esperava seu amigo. Notando a movimentação no palco ele desvia os olhos da tela e vê o mais velho sentado no meio do palco em cima de uma caixa de madeira, que ele reconheceu rapidamente como um instrumento de percursão, o olhando fixamente.

 

- Bakubro, já está pronto cara? Estou louco para ver as barraquinhas de jogos da classe B. Ele gritou apenas alguns tons acima de seu normal para que seu colega ouvisse a distância.

 

- Red, isso…é..- ele tentou falar parecendo um pouco nervoso, e o ruivo nota que sua voz está ligada a algum microfone pois ela ressoa pelos alto falantes do lugar - apenas preste atenção, cabelo de merda. O menor então vê Momo e Jirou se arrumando atrás do loiro, a morena indo para seu teclado e a arroxeada ficando ao lado do loiro com sua guitarra, o ruivo ainda confuso apenas assente e se recosta em seu assento tentando processar a cena a sua frente.

 

O explosivo no meio do palco respira fundo, “não tem mais como voltar atrás" pensa ele “merda” o coração volta a maltratar suas costelas e suas mão tremem levemente. Ele acena com a cabeça e ouve o início da melodia vindo da guitarra logo a sua direita.

 

- Mmm,Mmm - o ruivo apenas observou os três iniciaram uma harmonia apenas murmurando a primeira parte, a voz do loiro se destacando acima das outras duas.

 

- Wanna be king in your story; I wanna know who you are; I want your heart to be for me; Oh, I - apenas a voz do loiro soou pelos auto falantes, sendo acompanhada levemente pela guitarra.- Want you to sing to me softly; 'Cause then I might run in the dark, That's all our love ever taught me; Oh, I.

 

Kirishima de seu acento apenas apreciava espantado o que acontecia à sua frente. Bakugou cantando era um espetáculo por si só, mesmo que ele estivesse de cabeça baixa, o ruivo poderia passar horas apenas apreciando esta visão, mas o sentimento crescente em seu peito o deixava abalado. Aquela música era sobre eles? era sobre ele? Esses pensamentos não deixavam sua cabeça e ele não conseguia regir. enquanto observava ele viu o explosivo erguer a cabeça e sentiu os olhos vermelhos cravando se nos seus com uma intensidade ardente.

 

- Call and I'll rush out; Mmm; All out of breath now - novamente a voz dos tres pode ser ouvida em conjunto, e bakugou iniciou um ritmo leve na caixa de percussão sendo acompanhado por Momo dedilhando suavemente o teclado - You got that power over me; My, my - as garotas fizeram as vozes de fundo - Everything I hold dear resides in those eyes; You got that power over me - seus olhos fixos no ruivo sentado poucos metros à sua frente, o coração batendo fortemente em seu peito, a mistura de sentimentos que rondavam seu corpo sendo espremidos a cada verso - The only one I know, the only one on my mind; You got that power over me - ele pode ver claramente os olhos vermelhos do menor se arregalaram levemente quantos esta parte o atingiu, a clareza tingindo seu olhar com brilho e leves lágrimas brotaram nos olhos de ambos.

 

O ruivo se remexeu em seu lugar, seu corpo agora embalado por um completo estado de torpor, ele ainda podia ouvir a voz do loiro, absorvendo cada uma de suas palavras. Ele conseguia sentir os sentimentos que o outro estava tentando expressar e conseguia visualizar algumas das lembranças que estavam camufladas de modo mais doce na letra, todas trazendo à tona seus próprios sentimentos que ele preferia guardar durante boa parte do primeiro ano. Mas como poderia escondê-los agora, quando o loiro estava ali cantando para ele, expondo seus sentimentos de forma tão terna e bela que era impossível para o ruivo não derramar algumas lágrimas com a enxurrada de sentimentos que o alcançava.

 

- It was all in doubt; They were all around - a música se encaminha para seu final, os instrumentos parando suavemente deixando apenas que a voz do loiro ecoasse pelo local até o ruivo - So we hide away and never tell; You decide, if darkness knows you well; That lesson of love, all that it was; I need you to see - a emoção transbordando fazendo com que a voz do maior tremesse levemente no final levando o loiro desviar levemente os olhos para o chão antes de voltar a o seu único espectador e terminar os últimos versos o olhando com carinho - You got that power over me; My, my; Everything I hold dear resides in those eyes; You got that power over me.

 

Com o fim da música as meninas se retiraram do palco em silêncio deixando os dois a sós, Eles permaneceram sentados apenas se encarando, marcas de lágrimas marcando ambas as faces, o silêncio reinando no local. Kirishima foi o primeiro a se levantar caminhando apressadamente em direção ao palco e se alçando para seu topo, Katsiki apenas agiu por instinto se levantando e recebendo o ruivo em um abraço apertado. Os dois ficaram durante algum tempo naquele abraço, as respirações aceleradas no mesmo ritmo de seus corações, aproveitando a companhia um do outro todos os sentimentos que os envolviam.

 

Bakugou lentamente foi se afastando, agora mais calmo, ainda com os braços ao redor dos ombros do menor ele o encarou e abriu levemente a boca para começar a falar, mas kirishima foi mais rápido levando uma de suas mãos a nuca do loiro e colando seus lábios.

 

Eijiro agiu puramente na emoção mas paralisou assim que sentiu o loiro tenso sobre seus braços, assim que o loiro relaxou e abriu levemente a boca o menor se deixou levar novamente pelas sensações, envolvendo a mão nos cabelos do maior e os aproximando ainda mais. As bocas se moviam calmamente aproveitando todas as sensações, os sentimentos sendo espremidos entre os dois. Este momento foi fantasiado por ambos diversas vezes, mas nem todas as fantasias chegavam perto da emoção real do ato, o calor dos corpos, as sensações das mãos vagando entre eles, as bocas se conhecendo lentamente.

 

Quando Bakugou entreabriu mais seus lábios e as línguas se encontraram os dois suspiraram suavemente o mundo rodando a sua volta, a sensação carregando ambos para um estado letárgico, fazendo com que o ruivo puxasse suavemente os cabelos da nuca do loiro e este apertasse a mão ao redor de suas bochechas em reação. Quando o fôlego fez falta, ambos se separaram lentamente, finalizando o contato com leves selares e mantendo as testas conectadas. Os olhares se encontraram, lava e rubi, ambos sorriam ainda ofegantes e ficando unidos apenas pelas mãos agora entrelaçadas uma na outra.

 

- Então....- o ruivo foi o primeiro a falar - isso foi, é - ele ri levemente ficando com as bochechas coradas quando se dá conta do que acabou de acontecer - você está bem com isso ou entendi algo errado?

 

- Não, não há nada errado - o loiro diz rapidamente - eu ...gosto de você, tipo gosto mesmo, gosto gosto, de forma romântica, beijos e toda essa merda. a cada palavra o rosto do maior vai ficando cada vez mais vermelho.

 

- Ok, que bom…eu também gosto de você, romanticamente ...a muito tempo - o ruivo desvia os olhos - agora nós… tipo…somos namorados? ou é muito cedo? ou tipo você não quer namorar? Podemos escolher outros nomes caso você não se sinta confortável com namoro, tipo, podemos ser parceiros. O ruivo tagarela sem parar antes que o loiro aperte sua mão fazendo com que ele pare.

 

- Cabelo de merda respira - o explosivo riu levemente - não não estamos namorando, ainda, e sim eu me sinto confortável com o termo namoro mas acho que mesmo que eu goste de você a muito tempo, podemos ir devagar, aproveitar toda essa merda clichê com tempo….e termos um pedido apropriado. Ele sorri terno para o ruivo.

 

- Então você quer me pedir em namoro apropriadamente? - ele sorri travesso para o loiro e aproxima seu rosto da orelha do maior - Você vai cantar pra mim de novo? o ruivo provoca em tom baixo, vendo a face do outro adquirir um tom vermelho vibrante.

 

- Vai se foder cabelo de merda - ele empurra o menor para longe - idiota…isso…você não….só se voce quiser. Ele gagueja murmurando a última parte, fazendo com que o ruivo core tanto quanto ele.

 

- Então tipo…ham…você está livre amanhã? - Kirishima desvia os olhos ainda corado, tentando aliviar a tensão e o leve embaraço pela frase do loiro - podemos ir almoçar fora e de tarde irmos ao parque, o que acha?

 

- Acho ótimo red - O loiro se aproxima deixando um leve selar sobre a bochecha corada do ruivo e ri levemente de seu nervosismo - agora vamos, você queria ver as barraquinhas da 2B não?

 

- A não - o ruivo resmunga - eu quero ficar aqui mais um pouco - ele envolve o braço ao redor da cintura do maior - eu…quero te beijar de novo. - Diz ele em um sussurro aproximando seus rostos levemente vendo o loiro corar intensamente e desviar o olhar - se você quiser é claro. Ele murmurou tímido.

 

- Cala a boca idiota. Katsuki resmungou fechando a distância restante entre eles.

 

Os dois gastaram mais alguns bons minutos dentro do teatro apenas aproveitando a companhia e os lábios um do outro, matando a vontade a muito ignorada por ambos. Quando saíram pelas portas laterais encontraram Uraraka e Mina escoradas na parede, ambas coradas e com os lábios inchados, o explosivo não perdendo a oportunidade de provocar as duas que deveriam estar vigiando a entrada para garantir sua privacidade.

 

- Que bela dupla de guardas vocês são - ele sorriu irônico.

 

- Calado bombinha - Uraraka disse livrando mina de seu aperto a deixando livre para se afastar da parede - Vocês estão aí dentro a séculos. Ela os encara de cima a baixo sorrindo de canto.

 

- Pode ficar tranquilo loira, ninguém vem pra esses lado - Mina respondeu ajeitando alguns cachos ao redor do rosto - e vocês não estão muito diferentes de nós, acho que as coisas foram bem. Ela sorriu maliciosa envolvendo o braço em torno da cintura da namorada.

 

- É…bem…- Kirishima gagueja ficando corado.

 

- Não se intrometa alien - o loiro puxou o ruivo pelo braço deixando as meninas para trás - vem red, vamos aproveitar a merda do festival.

 

O resto do dia foi gasto entre barracas de jogos e comidas, muitas risadas e o sentimento de leveza pairando entre os dois. No final da tarde eles se juntaram ao resto de seus colegas para organizar a janta nos dormitórios, logo após o ruivo passar em seu quarto para deixar o mais novo ursinho laranja conquistado por Bakugou em uma das barraquinhas . Quando eles desceram encontraram todos conversando animadamente sobre o dia e as atrações das outras turmas e sobre o desempenho de sua própria turma em seu pequeno show.

 

Após a janta, a turma ainda se reuniu na sala para uma sessão de filmes, onde Bakugou se aproveitou da escuridão da sala para se aconchegar no peito do ruivo e cochilar suavemente durante algum tempo, completamente exausto pela quantidade de emoções em um só dia.

 

No fim da noite todos se retiraram para seus dormitórios, sendo o ruivo o último a ficar na sala por pena de acordar o loiro que ressoava sobre ele. Com a mão leve passando pelos cabelos platinados, o outro começou a acordar suavemente resmungando um pouco e afundando mais o rosto na curva do pescoço do menor.

 

- Vamos tsuki, temos que deitar. Ele murmurou, o loiro apenas acenou com a cabeça lentamente e sentou-se coçando os olhos. Ambos se dirigiram ao elevador escorados um no outro, o silêncio pairando confortavelmente entre eles.

 

Quando pararam em frente a suas portas se despediram com um selar demorado nos lábios antes de partirem. Devidamente já deitados em suas camas, os dois rapazes sorriam leve e bobamente para o nada, as memórias do dia vagando em suas mentes e trazendo paz a seus pensamentos sempre agitados e a ansiedade pelo dia seguinte sendo apaziguada pelos sentimentos leves em seus peitos, ambos acabaram adormecendo aos poucos sem que nem percebessem.

Notes:

Esperando ansiosa pelo feedback de vocês.
A musica que o nosso bombinha tocou para o kiri é Power over me; do Dermont Kennedy.

 

Musica original

 

Cover que inspirou a cena

 

Tradução

 

E para os curiosos a que me baseei para a apresentação geral da turma foi a segunda abertura do anime.

 

Musica da 1A (Midoriya)

 

Espero que vocês tenham gostado de ler essa historia tanto quanto gostei de escrever ela. S2